De acordo com a Expedia, os viajantes levam menos de um segundo para decidir o que pensam sobre um lugar. Por isso, é importante que as fotos sejam dignas de serem publicadas no Instagram. “O cérebro é programado para processar imagens primeiro”, afirma Nuno Castro, diretor de ciência de dados na Expedia. “O cliente sabe imediatamente se gosta de uma imagem ou não”, explica.

Castro trabalha na Expedia Affiliate Network, uma marca de parceria de negócios da Expedia, Inc. Ele lidera uma equipe que está usando deep learning e reconhecimento de imagens acelerados por placas de vídeo da NVIDIA para desenvolver um sistema que escolhe automaticamente as fotos de hotéis mais atraentes e decide o que o cliente verá e quando verá.

“A ordem das imagens é importante, especialmente se você estiver acessando a partir de um dispositivo móvel e tiver somente alguns minutos”, afirma. “Se todas as fotos forem da recepção, você pode acabar reservando outro hotel”, destaca Castro.

Para Marcio Aguiar, Gerente de desenvolvimento para área Enterprise para America Latina, o uso da inteligência artificial já é algo tão amplamente difundido e utilizado pelas empresas, que muitas vezes as pessoas não percebem que sua navegação em um site como o Expedia está sendo auxiliada pela tecnologia. “Ao examinar o perfil do consumidor, a AI faz com que o tempo de procura por um hotel diminua consideravelmente, já que ele verá nas primeiras imagens exatamente aquilo que ele mais preza em uma acomodação. Isso faz com que uma família em férias veja a piscina e o playground antes do que, por exemplo, a sala de ginástica”, explica.

Primeiro a academia, depois a piscina

A Expedia tem 10 milhões de fotos dos 300 mil hotéis em sua rede de associados. A empresa seleciona manualmente a primeira foto de cada hotel, mas não é prático fazer isso para todas as imagens de todos os hotéis. Segundo Castro, as outras fotos são ordenadas aleatoriamente ou agrupadas de acordo com o que mostram, o que pode gerar resultados longe do ideal.

“Algumas pessoas querem ver o banheiro para ter certeza de que o quarto é limpo, mas talvez essa não seja a melhor imagem para ser exibida no topo”, aponta.

Com a Inteligência artificial, há mais chance de mostrar aos clientes imagens mais atraentes, como um quarto de hotel com uma vista bonita da janela. Os viajantes preferem hotéis que têm uma janela com vista, de acordo com um estudo de 2014 conduzido para a Expedia.

Castro espera que a AI mostre mais do que imagens de vistas para a praia antes de banheiros. Ele está desenvolvendo modelos de deep learning que adaptarão as imagens conforme os tipos de clientes. Viajantes de negócios podem preferir fotos da academia em vez de fotos da piscina, e o oposto vale para famílias de férias.

A Expedia quer usar deep learning para adaptar as fotos dos hotéis conforme os diferentes públicos, mostrando às famílias a piscina em vez do centro de escritórios.

Classificação das melhores fotos

A Expedia treina e desenvolve sua rede neural usando placas de vídeo GeForce GTX da NVIDIA localmente e os aceleradores de placa de vídeo NVIDIA Tesla na nuvem da Amazon. Segundo Castro, sua equipe primeiro construiu um conjunto de dados para 100 mil imagens de hotéis da Expedia. Os participantes do teste classificaram cada imagem seis vezes para produzir meio milhão de classificações de imagens.

Os pesquisadores, então, ensinaram uma rede neural chamada VGG16 para classificar cada imagem em uma das mil categorias de imagem. A rede também prevê quais objetos têm mais probabilidade de aparecerem juntos — uma bebida, uma mesa e um restaurante, por exemplo.

Busca mais fácil de hotéis

De acordo com Castro, sua equipe precisa experimentar mais dados, ajustar o modelo e testá-lo antes que a empresa possa implementá-lo. Além dos sites da marca Expedia e sua rede de associados, a Expedia é proprietária do Hotels.com, Trivago, Orbitz e Hotwire, entre outros.

“Navegar por fotos de hotéis é muito demorado”, disse ele. “Queremos que os viajantes consigam encontrar o melhor hotel da maneira mais eficiente. Ainda que estejamos somente em fase de testes, trata-se de um exemplo do nosso comprometimento com essa meta”, finaliza.

Sobre a NVIDIA

A invenção da GPU pela  NVIDIA (NASDAQ: NVDA) em 1999 provocou o crescimento do mercado de jogos para PCs, redefiniu a computação gráfica moderna e revolucionou a computação paralela. Mais recentemente, a aprendizagem profunda via GPU abriu caminho para a AI moderna – a próxima era da computação – com a GPU atuando como o cérebro dos computadores, robôs e carros autônomos que percebem e entendem o mundo. Mais informações em http://www.nvidia.com.br/page/home.html.

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