
Participar do NVIDIA GTC pela segunda vez acompanhando jornalistas muda completamente a forma de enxergar o evento. Se, em um primeiro momento, o impacto vem da grandiosidade e do volume de anúncios, voltar com esse contexto permite olhar além para o que realmente importa: como essas histórias são construídas, traduzidas e, principalmente, compreendidas.
Neste ano, estivemos novamente ao lado de uma delegação de jornalistas da América Latina, dois do México e três do Brasil, em uma agenda intensa, com briefings, entrevistas e encontros com executivos globais, como Ian Buck, vice-presidente de hyperscale e computação de alto desempenho na NVIDIA. Mas, diferente da primeira experiência, ficou ainda mais evidente que o valor não está apenas no acesso, e sim na forma como esse acesso é trabalhado.
A parceria entre a Sing e a NVIDIA ganha uma dimensão mais clara nesse contexto. Não se trata apenas de levar jornalistas até o evento, mas de garantir que cada interação contribua para uma leitura mais aprofundada do que está sendo apresentado. Em um ambiente como o GTC, onde anúncios acontecem em ritmo acelerado e em múltiplas frentes, essa curadoria deixa de ser diferencial e passa a ser essencial.
E o próprio conteúdo desta edição reforça isso. O GTC 2026 consolidou de vez a inteligência artificial como infraestrutura algo que, na prática, muda a natureza da conversa. A fala de Jensen Huang, ao projetar uma demanda que pode ultrapassar US$ 1 trilhão até 2027, não é apenas um dado de mercado. É um sinal claro de que estamos diante de uma transformação estrutural, que exige não só entendimento técnico, mas interpretação estratégica. Além disso, a dimensão do evento também chama atenção: ao longo de toda a conferência, mais de 31 mil pessoas participaram presencialmente, reforçando a relevância e o alcance global do GTC.
Ao acompanhar de perto os jornalistas, fica evidente como essa imersão impacta diretamente a qualidade da cobertura. O contato com executivos, o acesso aos bastidores e a possibilidade de vivenciar o evento em profundidade permitem ir além do anúncio e chegar à análise, algo cada vez mais necessário em um cenário em que a IA evolui de forma exponencial.
Ao mesmo tempo, essa segunda experiência também reforça uma mudança de percepção sobre o próprio papel da assessoria. Mais do que organizar agendas ou intermediar contatos, trata-se de construir contexto. De entender o que realmente importa para cada jornalista, antecipar conexões relevantes e ajudar a transformar um evento global em uma narrativa que faça sentido localmente.
E talvez esse seja o principal aprendizado de voltar ao GTC: a tecnologia continua impressionando, mas é a forma como ela é traduzida que define seu impacto. Em um momento em que a NVIDIA reforça seu posicionamento como uma empresa de infraestrutura de IA indo muito além dos chips, a responsabilidade de contar essa história com clareza e profundidade se torna ainda maior.
No fim, mais do que acompanhar anúncios ou tendências, estar no GTC pela segunda vez acompanhando jornalistas é perceber que experiência gera repertório e que repertório é o que transforma informação em entendimento real.
*Por Isadora Fernandes
24/03/2026
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