
Liderar, hoje, exige muito mais do que experiência ou intuição. Não vivemos mais em um mundo previsível, com estrada reta e cenário estável. O caminho é torto, muda o tempo todo e, muitas vezes, gera mais dúvidas do que respostas. Nesse contexto, dados e cuidado com pessoas deixam de ser temas paralelos e passam a fazer parte da mesma conversa.
Entre decisões rápidas, expectativas de clientes e gestão de time, fica cada vez mais claro que improvisar demais cobra um preço alto, tanto para o negócio quanto para as pessoas.
Cultura data-driven começa na liderança, não na planilha
Existe uma diferença grande entre empresas que têm dados e empresas que decidem com dados. Ter relatórios, dashboards e indicadores organizados ajuda, mas não resolve tudo. Organizações verdadeiramente data-driven usam essas informações como critério de decisão, para prever cenários, simular caminhos e alinhar discursos internos. Todo mundo olha para os mesmos números e entende o que eles representam.
E isso não nasce no Excel. Nasce na liderança. Quando a gestão utiliza dados de forma consistente, a cultura se espalha naturalmente pela empresa. Do topo à base, todos passam a entender que o dado não é apenas suporte, mas sim direção.
Na prática, construir essa cultura passa por escolhas bem objetivas: começar pelos indicadores que controlam os maiores riscos do negócio, não validar novas ideias sem análise, treinar líderes para interpretar números (mesmo quem diz não gostar deles), revisar indicadores com frequência, garantir acesso aos dashboards e aprofundar cada vez mais a leitura. Empresas de alta performance “espremem” os dados até onde dá. O desafio não é coletar informação, é interpretar rápido e agir melhor.
Performance sustentável só existe com saúde emocional
Mas enquanto falamos de dados e resultado, existe um pano de fundo que não dá mais para ignorar: estamos exaustos. Vivemos em uma sociedade de desempenho, onde estar sempre produtivo virou regra, e isso tem impacto direto na saúde mental. O mundo BANI — frágil, ansioso, não linear e difícil de compreender, em tradução livre, é real e está presente dentro das empresas.
Liderar nesse cenário exige empatia, flexibilidade e propósito. Produzir resultado hoje passa, necessariamente, por produzir saúde. Isso começa pelo básico: cuidar da própria energia física, emocional, mental e social. Colocar-se na agenda, dormir bem, alinhar expectativas, aceitar ajuda e criar pequenas pausas não são luxos, são práticas de sustentabilidade profissional.
No dia a dia do time, isso se traduz em atitudes simples, mas essenciais: tratar questões emocionais com a mesma seriedade que problemas físicos, evitar julgamentos rápidos, aceitar que todos têm dias bons e ruins e estar atento a mudanças bruscas de comportamento. Reparar, ouvir e conduzir para ajuda é parte do papel da liderança.
No fim das contas, dados e pessoas não competem entre si. Eles se complementam. Liderança de alta performance é usar evidência para tomar decisões mais justas, organizar o trabalho e criar ambientes onde as pessoas consigam performar com saúde. E, no mundo em que vivemos hoje, liderar de outro jeito simplesmente não se sustenta.
Por Letícia Riente
09/02/2026
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