Quando redações e social se encontram: os novos imperativos do PR

As redações mudaram de forma significativa nos últimos anos. Mais enxutas, orientadas por plataformas digitais e cada vez mais integradas aos times de social, elas passaram a demandar conteúdos prontos para múltiplos formatos, visualmente atrativos e, acima de tudo, autênticos. Esse foi o ponto central do webinar “The Newsroom Revolution: The content demands of newsrooms have changed. Has PR been slow to mirror these changes?”, promovido pela PRmoment, do qual participei representando a Sing. 

Ao longo do encontro, ficou evidente que o desafio do PR atual não está apenas em contar boas histórias, mas em pensar conteúdo desde a sua origem, considerando onde e como ele será consumido. As campanhas apresentadas reforçaram que estratégias eficazes partem de narrativas genuínas, com forte apelo visual e pensadas para funcionar tanto em redações quanto em ambientes sociais. 

Um dos destaques foi o case da Taylor Herring sobre o show surpresa de Lewis Capaldi em uma loja da Aldi, em Nottingham. A ação combinou timing preciso, controle rigoroso da execução e uso estratégico de livestream para ampliar alcance e engajamento. Um ponto enfatizado por Lora Martyr, Executive Creative Director da agência, foi a centralidade da autenticidade: o público reconhece rapidamente quando uma ação é forçada, o que torna a transparência um fator decisivo para o sucesso de campanhas de PR. 

Na mesma linha, Nicola Snell, fundadora da Press Loft, reforçou que ativos visuais deixaram de ser complementares e passaram a ser essenciais. Fotografias bem-produzidas, com styling adequado e pensadas para diferentes usos, facilitam o trabalho dos jornalistas e aumentam significativamente as chances de cobertura. Nesse contexto, a inteligência artificial surge como uma aliada relevante, tanto na geração quanto na edição e adaptação de imagens, ampliando a eficiência e a escalabilidade do conteúdo. 

A importância do timing e da leitura cultural também foi evidenciada no case apresentado por Andrew Bowers, da Hope&Glory, sobre a campanha da IKEA que transformou uma simples toalha em um símbolo de relevância cultural. Desenvolvida em apenas oito horas, a ação alcançou números expressivos de engajamento e cobertura editorial, mostrando como conteúdo reativo, quando bem executado, pode gerar impacto em escala. 

Encerrando o webinar, o case global do McDonald’s, apresentado por David Fraser, fundador da Ready10, mostrou como uma ideia simples, ancorada em um propósito claro, pode liderar conversas relevantes. Ao retirar o sorriso das caixas do Happy Meal durante a Mental Health Awareness Week, a marca gerou quase dois mil conteúdos editoriais em diferentes continentes, reforçando o papel do PR como agente de diálogo cultural e social. 

O principal aprendizado do encontro é claro: o PR precisa operar com a lógica das redações modernas. Isso implica investir em conteúdo visual de qualidade, adaptar narrativas às plataformas, agir com rapidez e, sobretudo, preservar a autenticidade. Em um cenário em que jornalistas e audiências são cada vez mais exigentes, o conteúdo deixa de ser um suporte da estratégia para se tornar o seu elemento central. 

*Por Isadora Fernandes 

28/01/2026

Sing Comunicação - Agência de PR no Brasil, México e Latam, especializada em tecnologia, inteligência artificial, assessoria de imprensa, gestão de reputação de marcas e estratégias de mídia para empresas globais.

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