Setembro Amarelo é um mês dedicado à prevenção do suicídio e ao cuidado da saúde mental, um tema que exige atenção contínua e sensibilidade. Recentemente, a Sing Comunicação recebeu Eloísa Alves, pedagoga e administradora escolar, para uma palestra on-line que trouxe reflexões sobre a valorização da vida, reconhecimento de sinais de sofrimento psicológico e fortalecimento de laços humanos.
Com a conversa, entendemos ainda mais que cultivar valores que nos mantenham presentes e conectados é essencial. O autoconhecimento ajuda a reconhecer sentimentos e limites, enquanto os vínculos familiares e sociais funcionam como redes de apoio indispensáveis. Fortalecer esses pilares nos torna menos vulneráveis a buscas vazias por validação externa e mais preparados para apoiar quem precisa.
Ainda de acordo com Eloisa, identificar sinais de sofrimento também é parte desse cuidado. Isolamento social, afastamento de amigos, vida virtual intensa, mas desconectada da vida real, necessidade excessiva de aprovação, descuido com sono, alimentação e lazer, além do sedentarismo, são alguns indícios que pedem atenção. Eles não significam necessariamente que alguém vá tentar suicídio, mas indicam sofrimento emocional que deve ser acolhido com sensibilidade.
Quando olhamos para esse cenário, os números ganham um peso ainda maior. No Brasil, cerca de 15.507 pessoas morrem por suicídio todos os anos (MS/2021), uma média de 42 por dia e, para cada vida perdida, estima-se que outras 25 pessoas tentem tirar a própria. Em 2023, o SUS registrou 11.502 internações por lesões autoprovocadas, aproximadamente 31 casos por dia, segundo a Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede). Esses dados mostram que, por trás de cada estatística, existem histórias que poderiam ser diferentes se houvesse mais acolhimento, diálogo e redes de apoio reais.
No nosso papo, a mensagem mais poderosa deixada por Eloísa foi a de que ninguém deveria enfrentar o sofrimento emocional isoladamente. Um simples “estou aqui” ou “posso conversar” pode fazer enorme diferença.
Ouvir sem julgar, permitir que a pessoa fale sobre o que sente e incentivá-la a procurar apoio profissional são atitudes que salvam vidas. No ambiente de trabalho ou entre amigos, promover conversas seguras e acolhedoras é fundamental. Prevenir o suicídio vai além de campanhas pontuais, exige cultivar empatia, fortalecer valores humanos e agir coletivamente.
Se você ou alguém que conhece está em sofrimento, não espere: busque ajuda. No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV) atende 24 horas pelo telefone 188 ou pelo site cvv.org.br.
Por Vitória Andrade
26/09/2025
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